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WWE SummerSlam 2018: Análise


Fotos: WWE

O SummerSlam 2018 foi um bom evento e um dos melhores dos últimos anos na história da WWE! As exibições e o booking foram consistentes, tal como os resultados, que projetam esperança para os próximos meses, que prometem contar com boas rivalidades nas três marcas da empresa.

Quatro títulos mudaram de mãos, numa noite esperada para haver trocas. No main event, a WWE finalmente terminou com o reinado de Brock Lesnar, que não deixa particulares saudades, e entregou-o a Roman Reigns, que era o lutador esperado para ganhar o título, apesar do provável cash-in de Braun Strowman, que não aconteceu.

No final do evento, fica uma boa sensação, pelo facto da WWE ter apresentado uma ótima exibição por parte dos seus atletas, que proporcionaram o melhor evento em 2018.

Nota do evento: 15/20 

Kickoff: Zelina Vega e Andrade “Cien” Almas derrotaram Rusev e Lana


Combate minimamente decente para a história que as duas equipas têm construído nas últimas semanas. Sem qualquer interferência de Aiden English, a dupla mexicana obteve a vitória, com um roll up de Vega em Lana.


A vitória foi a esperada, uma vez que Rusev e Lana não precisavam de vencer, e relança Vega e Almas para um novo capítulo na marca azul. Quanto à rivalidade entre Rusev e English, deverá ter os próximos desenvolvimentos no Smackdown.

Nota: 12/20

Kickoff: Cedric Alexander © derrotou Drew Gulak (WWE Cruiserweight Championship)


Combate sólido, em que as expetativas estavam elevadas. Sem o apoio de Kendrick e Gallagher, que foram banidos do ringue, Gulak dominou boa parte da exibição, com manobras de domínio e submissão, até Alexander reverter a direção a seu favor, com spots dinâmicos e bem construídos com o candidato.

Numa sequência final de loucos, Alexander conseguiu a vitória com um roll up, após uma difícil tarefa. Pela maneira como Alexander venceu, é praticamente certo que Gulak se irá manter na rota do título e, inclusive, espero um novo campeão muito em breve.

Nota: 14/20

Kickoff: The B-Team (Curtis Axel e Bo Dallas) © derrotaram The Revival (Dash Wilder e Scott Dawson) (WWE Raw Tag Team Championship)


O embate pelo Raw Tag Team Championship foi razoável, com uma história simples e um resultado previsível, com a vitória dos atuais e invictos campeões.

No início, os candidatos colocaram Axel fora da ação com o Shatter Machine, deixando Dallas numa posição desfavorável. Durante este período, os Revival dominaram, até Axel estar recuperado e aparecer para equilibrar as contas.

Os últimos minutos foram agradáveis, com a B-Team a vencer com o roll up, da mesma forma que os anteriores embates. Pelo resultado, é expectável que os Revival tenham mais uma oportunidade, mas não irão ter muitas mais, porque a história destes títulos irá passar pelos Authors of Pain, que já merecem estar oportunidade há muito tempo.

Nota: 12/20

Seth Rollins derrotou Dolph Ziggler © (WWE Intercontinental Championship)


Opener extraordinário, bem trabalhado e com um crescendo exponencial, que resultou num autêntico clássico da parte de Rollins e Ziggler, como já era esperado. A exibição foi muito melhor do que o Iron Man Match no Extreme Rules e as presenças de Ambrose e McIntyre foram muito bem geridas. 

Com o “Lunatic Fringe” do seu lado, Rollins ultrapassou as adversidades e conquistou o Intercontinental Championship pela segunda vez na carreira. Estou curioso pelos próximos desenvolvimentos deste título, bem como o papel de Ziggler e McIntyre daqui para a frente.

Para já, parabenizar o excelente trabalho de todos os intervenientes e a ótima maneira com que o evento arrancou.

Nota: 16/20

The New Day (Big E e Xavier Woods) derrotaram The Bludgeon Brothers (Rowan e Harper) © por desqualificação (WWE Smackdown Tag Team Championship)


Podia ter sido um combate rápido e fácil de resolver para os Bludgeon Brothers, mas não foi! Os New Day deram trabalho aos campeões, com spots arriscados e de grande perfil, que só dificultaram a tarefa de manter os títulos.

Quando tudo dava a entender que os New Day iam conquistar os títulos pela terceira vez, Harper atingiu Big E com o martelo que costuma trazer para o ringue, causando a desqualificação. O que se seguiu foi académico para os Bludgeon Brothers, que trataram de destruir os candidatos.

Gostei da maneira surpreendente como o combate foi conduzido. Fizeram mais do que aquilo que estava à espera e, à parte do final, que não foi tão bom, a ação foi consistente e deu a entender que os New Day se vão manter na rota dos cintos.

Nota: 14/20

Braun Strowman derrotou Kevin Owens (Contrato de Money in the Bank)


Num dos combates com maior indecisão quanto a vitória, a WWE resolveu a questão de forma fácil e rápida, com a vitória previsível de Braun Strowman, que destruiu Kevin Owens por completo.

Não há muito a dizer sobre este combate, apenas que contrariou quaisquer esperanças de que Owens poderia vir a ganhar a mala e que fez todo o sentido na lógica da história entre os dois.

Com este obstáculo ultrapassado, Strowman pode agora entrar na rota do Universal Championship e ganhá-lo de uma vez por todas.

Nota: 13/20

Charlotte Flair derrotou Carmella © e Becky Lynch (Triple Threat Match pelo WWE Smackdown Women’s Championship)


Pelo Smackdown Women’s Championship, um dos combates que mais estava à espera, a exibição foi interessante e relativamente longa, com 15 minutos. Becky e Charlotte fizeram aquilo que se esperava delas, uma exibição mais técnica, enquanto Carmella teve bastante tempo para realizar uma boa exibição, que também o fez. Foi, sem sombra de dúvidas, o melhor combate de Carmella desde que ganhou o título e, com duas grandes lutadoras a seu lado, melhor era impossível.

A exibição teve vários pontos de destaque e, por várias vezes, a WWE fez-nos acreditar que cada uma delas poderia sair com o título. No final, Becky Lynch tinha Carmella pronta para obter a vitória, mas foi interrompida por Charlotte Flair, que sacou a vitória no último segundo. Nos festejos, as melhores amigas mostraram que, apesar do espírito competitivo, nada as separa. Porém, num ato selvagem e um pouco esperado, tendo em conta as últimas semanas, Becky Lynch atacou Charlotte Flair, para grande ovação do público, e deixou-a completamente devastada e indefesa fora do ringue. Com Carmella oficialmente fora da equação, a rivalidade entre Becky e Charlotte segue daqui para a frente, com um heel turn de Becky Lynch, que eu muito anseio.

Nota: 15/20

Samoa Joe derrotou AJ Styles © por desqualificação (WWE Championship)


De seguida, tivemos um grande combate entre AJ Styles e Samoa Joe, que terminou com a vitória do “Destroyer” por desqualificação, após o candidato ter tocado na família de Styles, que estava presente na audiência. O “Phenomenal One” fartou-se dos insultos e atacou Joe de forma selvagem, com várias cadeiradas.

O combate em si foi extraordinário, em crescendo e com uma sequência final bem pensada e que resultou na perfeição. Como disse na antevisão, a rivalidade não se ficou por aqui, e segue para o Hell in a Cell, com o objetivo de roubar o show uma vez mais.

Nota: 18/20

The Miz derrotou Daniel Bryan


O primeiro encontro entre Daniel Bryan e The Miz foi incrível! A história era a melhor deste evento e não era preciso muito para termos um bom combate, que acabou mesmo por acontecer.

A exibição teve emoção ao mais alto nível, claras referências à história, imitação de golpes, e uma crowd que torceu efusivamente pelos dois lutadores, principalmente por Bryan, por ser o face na história.

Após 23 minutos de ótima qualidade, no combate mais longo do evento, a sequência final viu Maryse dar um objeto não identificado a Miz, que utilizou isso a seu favor para atacar Bryan e alcançar a vitória.

Como disse na antevisão, e à semelhança de outros tantos combates, a rivalidade não terminou aqui e, no que se espera ser uma história de longo prazo, as expetativas permanecem bastante elevadas.

Nota: 19/20

Finn Bálor derrotou Baron Corbin


Após meses de tortura por parte de Baron Corbin, Finn Bálor vingou-se no SummerSlam e fê-lo com a ajuda do seu alter ego: Demon King. O combate foi rápido, de apenas 1 minuto, e Bálor despachou o Constable por completo, festejando com o público, que estava visivelmente contente com o regresso do Demon King.

Não tenho nada a apontar contra a forma como este combate aconteceu. A rivalidade já se estava a arrastar há imenso tempo e a WWE fez a escolha certa, não só na duração do combate, mas também na presença do Demon King, que acrescentou um novo entusiasmo para uma fraca rivalidade.

Nota: 10/20

Shinsuke Nakamura © derrotou Jeff Hardy (WWE United States Championship)


Por falar em fraca rivalidade, as expetativas para a desforra entre Shinsuke Nakamura e Jeff Hardy não eram muitas. Desde o regresso de Randy Orton, que tratou de ser o agressor privado de Hardy, que a rivalidade pelo título não tem feito sentido nenhum. É certo que Hardy merecia uma desforra sem interferências e resultados sujos, e foi exatamente isso que aconteceu.

Num dos resultados mais previsíveis do evento, Nakamura venceu, num combate decente, sem nada de extraordinário, e ofuscado pela previsibilidade do resultado.

Durante os festejos de Nakamura, a música de Randy Orton tocou, mas o “Apex Predator” optou por não atacar o indefeso Jeff Hardy, deixando essa tarefa para os próximos episódios do Smackdown Live, onde a rivalidade irá ter os próximos desenvolvimentos.

Nota: 13/20

Ronda Rousey derrotou Alexa Bliss © (WWE Raw Women’s Championship)


Antes do main event, tivemos a consagração de Ronda Rousey como nova Raw Women’s Champion, numa exibição curta e desenhada para esse mesmo efeito.

Alexa Bliss mostrou medo da “Baddest Women on the Planet” e cumpriu muito bem a sua função de deixar o spotlight para Rousey, que celebrou efusivamente com as Bella Twins, a regressada Natalya e o seu marido Travis Browne, que estava presente no público.

Não tenho nada contra a exibição! Foi exatamente aquilo que se estava à espera, tendo em conta que Rousey tem muito que evoluir em ringue. Neste sentido, as próximas semanas serão interessantes para vermos a evolução deste reinado e das suas habilitações como campeã e atleta.

Nota: 13/20

Roman Reigns derrotou Brock Lesnar © (WWE Universal Championship)


Para terminar o evento, um combate que ninguém queria ver e que foi resolvido de forma muito simples. Depois das apresentações, Braun Strowman apareceu, para forte ovação, e anunciou que iria fazer o cash-in no final da noite e que o faria cara a cara, independentemente do vencedor.

O combate foi curto e perante as poucas expetativas não se podia pedir melhor. A ação foi rápida, Roman Reigns aplicou vários Spear’s, enquanto Lesnar contra-atacou com o Kimura Lock e vários German Suplexes. Falando do final, Lesnar distraiu-se pela presença do “Monster Among Men”, afastou-o da competição e atirou a sua mala para o topo da arena, para o impedir de realizar o cash-in. Quando voltou ao ringue, foi recebido com mais um Spear de Roman Reigns, que obteve a vitória mais importante da carreira.

Temos um novo Universal Champion na WWE e ainda bem que o título trocou de mãos, porque era algo que já devia ter acontecido há muito tempo. Strowman acabou por não realizar o cash-in e, pessoalmente, adequa-se bastante à história, para não estragar o momento de Roman Reigns, que finalmente destronou a “Beast Incarnate”, que espero que não volte à WWE.

Nota: 14/20






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